Cristóvão Colombo
Tem horas na vida que estamos igual Cristóvão Colombo, o navegador genovês que encontrou a América buscando a Ásia, não sabemos se depois da calmaria teremos tempestade ou terra a vista.
São nas calmarias que surgem a ansiedade, como se naquele estado de tranquilidade temos a obrigação de fazer algo, sendo que não há algo para se fazer, exceto esperar.
Esperar o amor que não vem, os quilos que não se perdem, o começo do mês para receber o salário, o fechamento do cartão, as férias, o fim de semana, a sentença do juiz… É um esperar que parece eterno, porém é nesse período que conseguimos transformar a vida até alcançar o resultado.
Não dá para viajar porque ainda não é férias, mas dá para fazer hora extra, planejar o próximo roteiro, fazer orçamentos, juntar milhas,…
Não está no peso pretendido, mas se pode melhorar a alimentação, começar a treinar todos os dias, colocar os exames médicos em dia,…
Não é fim de semana, mas dá para tomar um café com as amigas no final da tarde ou assistir Netflix em casa enquanto a fatura do cartão não fecha.
Nunca é sobre o destino, é sobre aproveitar o caminho. São os perrengues no aeroporto, a escolha da viagem, o roteiro, as paisagens da estrada, as paradas estratégicas, os “stop over” para aproveitar o voo.
Se você está na calmaria, na expectativa de não saber se o futuro lhe aguarda com uma tempestade ou a descoberta de um continente ou tudo que se planta dá, capriche durante o processo, dê o seu melhor, pois se o resultado não for o esperado, com certeza, você não será pego de surpresa.
Espere o melhor, mas esteja sempre preparado para o pior.
Bjks
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